O amor que nos constrange

O AMOR DE CRISTO NOS CONSTRANGE

Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram (2 Coríntios 5:14). 

O amor de Cristo nos constrange por que é incondicional. Não exigiu condições primárias para se manifestar. Ele Cristo nos amou embora sendo ainda pecadores diz o apóstolo Paulo aos romanos: Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8). Embora não pudéssemos ser recíprocos a este amor, Deus, nos amou, e nos ama por que Ele é AMOR.

O amor de Deus não se baseia em boas obras que fizemos. Por isso Jesus fez deste o segundo mandamento. Ame seu próximo como a ti mesmo. Quando não temos este amor pelo próximo, falta ainda amar a si mesmo. Falta ainda ser encontrado por este AMOR, que a bíblia diz ser derramado em nosso coração: …porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado, (Romanos 5:5).

O AMOR ao qual estou me referindo, não é sentir como muitos pensam. Não é sentir dor na alma, não é choro diante de coisas que afetam nossos sentimentos, não é pena de outrem, nem dó de ver alguém inferiorizado. Isso é parte de nossas emoções se manifestando diante da dor do outro. Pode ser também, uma alma abatida que precisa ser confortada, consolada por estar (mole-derramada-machucada). Então a pessoa ao ver a dor do próximo ela chora, ela se emociona.

Amar alguém, é se constranger a estar no lugar dele/dela. Não é julgar, se afastar, protelar contra o próximo. Lembre-se. O AMOR de Cristo só nos constrange por isso. Ele trocou de lugar conosco, era nós, quem devia morrer eternamente longe de Deus. Porém nem sempre queremos estar, sentir, trocar de lugar com o próximo que nos afronta. 

Queremos distanciar / divorciar / afastar / ou seja nosso amor é egoísta, amamos mais nós mesmos, e menos o próximo. Por isso não podemos amar ao ponto de constranger alguém a dizer: Por que você ainda me ama, se sou tão mal.

A CRUZ, foi em sua época, se bem que alguns torturadores ainda se utilizam dela como instrumento de tortura e dor, um objeto repugnante, de miséria e sofrimento, foi através de uma pessoa torturada neste objeto que o apóstolo Paulo, pode visualizar um amor tão grande e profundo que o constrangia. Nela (CRUZ) ele pôde visualizar o Salvador, o Deus encarnado que se fez homem, viveu vida perfeita entre nós, e se deu por nós, não, sem antes ser submetido à tortura da CRUZ. 

Suas mãos foram traspassadas, seu lado perfurado, sua angustia e dor profundas, e a própria  ausência de Deus PAI,foi sentida pelo Deus Filho por haver se tornado maldição em nosso lugar. Isso moveu e comoveu profundamente o coração do apóstolo Paulo, ao ponto de o impelir, o obrigar a ser semelhante a Cristo. Esse constrangimento gerou nele um senso de compromisso constante. Ele disse: Já não sou eu quem vivo, mas, Cristo vive em mim.(Fl 2.20)

Pense nisso. E ouça o eco da voz de Paulo: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine (1 Coríntios 13:1).”

Quando quiser espalhar este AMOR, esteja na pessoa que você quer amar. Porém para isso você precisará estar em Cristo e não somente na Igreja.
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Pr. Adélcio Ferreira
Igreja Batista da Provisão -MG

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