Dízimos e ofertas

Os dízimos servem exclusivamente para a pregação do evangelho, para a manutenção dos pastores de tempo integral e dedicação exclusiva à pregação (1 Coríntios 9:14).

Em Israel, o dízimo era usado exclusivamente para os levitas (Números 18:21, 24).

Na entrega de dízimos hoje na igreja vemos por parte do dizimista as seguintes maneiras de ajudar na obra de Deus.

Fidelidade

O ponto de partida deste estudo é: Tudo pertence a Deus. Nem nós somos de nós mesmos. 1 Coríntios 6:19, 20 diz: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo […] e que não sois de nós mesmos?” Nosso corpo, nossos talentos, nosso tempo, nossas posses e bens pertencem a Deus.

 

O que somos então? Segundo a Bíblia, mordomos. Deus nos deu a sagrada responsabilidade de administrarmos o que pertence a Ele. Em sentido amplo, a mordomia envolve o uso sábio, fiel e abnegado da vida.

A fim de lembrar ao ser humano que Ele, Deus é a fonte de todas as bênçãos, Deus instituiu o sistema de dízimos e ofertas. Esse é um meio, portanto, de louvor e adoração a Deus, em resposta ao que Ele fez e faz por nós.

Propósitos dos Dízimos e das ofertas

O dízimo é sagrado, santo. Ele pertence a Deus (Levítico 27:30, 32). Por isso, não damos o dízimo, mas sim devolvemos o que é de Deus.

 

Os dízimos servem exclusivamente para a pregação do evangelho, para a manutenção dos pastores de tempo integral e dedicação exclusiva à pregação (1 Coríntios 9:14). Em Israel, o dízimo era usado exclusivamente para os levitas (Números 18:21, 24). Podemos sim hoje em dia imitar esta prática para realizar a obra de deus, mediante a pregação do evangelho.

O dízimo deve ser entregue à Igreja, (para obra de Deus) como anteriormente no antigo testamento diz a Palavra de Deus em  (Malaquias 3:10), que estabelece uma base salarial única e remunera os seus pastores de modo equitativo, de maneira que o pastor de uma Igreja pequena ganhe igual ao de uma grande. Esta é a máxima de relação que uma igreja deve ter dentro do seu intuito de propagar o evangelho e fidelizar seus membros a servir na obra de Deus, e serem ofertantes , dizimistas contribuindo assim com a expansão do Reino de Deus.

E claro que vemos hoje pastores ganhando um absurdo, e que esta administração dos dízimos não é feita corretamente em alguns ministérios. Porém não devemos tomar por partido aqueles que erram, e sim seguir aqueles que acertam nesta área.

As ofertas e os dízimos são necessários para construir, manter e operar as igrejas (pagando contas de limpeza, luz, água, abrindo novos pontos de pregação, enviando e mantendo obreiros, etc.), e para empreender a obra missionária, demonstrando o significado prático do evangelho.

Os dízimos e as ofertas servem também para tirar o egoísmo do nosso coração e nos ajudam a colocar nossa confiança não no dinheiro, mas em Deus (Lucas 12:15).

Geralmente os que mais encontram dificuldades em dizimar são os que ganham mais, tem altos salários. Estes na maioria das vezes só ofertam, achando assim estar cumprindo com sua obrigação de ajudar na obra. Quando realmente somos convertidos ao evangelho, confiamos em Deus, e como resultado desse relacionamento de confiança, teremos mais sabedoria para gastar o dinheiro, pois adquirimos uma perspectiva correta da nossa escala de valores, sabendo, assim, diferenciar o que é realmente essencial daquilo que é supérfluo.

Também saberemos usar as coisas e amar as pessoas, jamais o contrário.

 

A nossa motivação ao devolver o dízimo não é conseguir bênçãos materiais de Deus, mas expressar gratidão e adoração pelas dádivas recebidas. Deus não faz troca com ninguém. Existem igrejas que ensinam a teologia da prosperidade, um tipo de barganha com Deus.

 

Mas Deus não pode ser comparado a um fundo de investimento, não é essa a relação que Ele deseja ter conosco. O Senhor nos ensina a ofertarmos humildemente e em sinceridade, não por ostentação ou interesse (Lucas 21:1-4).

 

A devolução dos dízimos e ofertas coloca Deus e o homem em suas devidas posições: Criador e criatura, Doador e receptor, Deus e mordomo. Veremos mais um pouco ainda que desnecessário seja explicar isso à verdadeiros crentes, que se empenham na obra de Deus, e almejam o crescimento desta. Sabemos que após depositarmos no gazofilácio nossas ofertas, nossos dízimos, cumprimos nossa obrigação com Deus, dali para frente e quem vai administrar e Deus que estarão em questão. Não mais a minha fidelidade, nem mais o meu amor pela obra de Deus.

Alguns hoje em dia, chegam até a dizer: Vou dar meu dizimo como cesta básica, acredito que eles não recebem em cestas básicas.

 

Outros dizem: Vou dar meu dizimo a uma viúva pobre, ou num lar de idosos, etc. A bíblia diz que os dízimos devem ser trazidos a presença do Senhor.

 

Outros dizem: O dizimo é coisa do antigo testamento; O senhor é meu pastor também é... Todas as bênçãos que reivindicamos do antigo testamento também deveriam deixar de vigora, uma vez que são do antigo testamento. `Por assim dizer, são vários os comentários feitos diante da fidelidade em entregar os dízimos e as ofertas.

 

(Texto abaixo é retirado do site de meu irmão e amigo Pr. Elias de Oliveira)

 

Quando os servos movidos pelo amor a Deus entregam os dízimos com alegria, tornam-se detentores da promessa de Deus. Ele afirma: “…e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.”  Ml 3.10

a) Derramarei Bênçãos sem Medidas:

É preciso que a nossa visão, inicialmente seja espiritual, esta é a visão que verdadeiramente nos interessa. Não devemos dizimar interessados em recompensas materiais. O sentimento que deve nos mover a entregar os dízimos é o amor a Deus. E o Eterno em sua misericórdia recompensará, não necessariamente com prosperidade, mas, possivelmente com a melhor das bênçãos a espiritual e a possibilidade de fazer a Sua Obra.

Lembre-se:

“Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” Lc 14.33

b) Vossa vide não será estéril:

Existe a benção de prosperidade prometida aos fiéis. Deve-se esperá-la, jamais buscá-la. Pois há tempo para todas as coisas, e o Senhor conhece as necessidades de cada um. A preocupação deve estar em conservar uma vida santa, reta e justa diante de Deus.

c) As Nações vos chamarão de felizes:

Como é bom encontrar um servo fiel, sempre feliz, um rosto formoso que resplandece a paz de Cristo, mesmo em meio às muitas lutas e dificuldades. São estes os fiéis do Senhor, que triunfam e voam como águias (Is 40.31) acima de todas as dificuldades. São agraciados com o derramar de bênçãos sem medidas.

 

d) Para que haja mantimento:

Quando há fidelidade nos dízimos, a Casa do Senhor é agraciada com recursos que serão usados na pregação do Evangelho, abençoando missões, ministérios e também, o social, vestindo aos irmãos necessitados.

Deus é fiel, honra as Suas promessas; nossa obrigação é sermos fieis e honrarmos ao Eterno em todas as áreas da vida, quando O honramos com os dízimos e ou ofertas tornamo-nos mais próximos do Pai e somos habilitados a recebermos as bênçãos divinas.

Os dízimos na Igreja:

Os dízimos e ofertas são para Deus, portanto, é dispensável que o nome fique registrado em “livro caixa” e ou exposto em uma “relação” no mural da igreja.

 

Os pastores e líderes não receberam do Senhor Jesus autoridade para taxarem publicamente os não dizimistas como “ladrões” e ou, como “destituídos da bênção divina”. Ao lermos a Bíblia, esta é a conclusão que chegamos.

Igreja Batista da Provisão – MG

Pr. Adélcio Ferreira

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