DISCIPLINA E DESLIGAMENTO DA IGREJA LOCAL

 

Hoje em dia, são poucas as igrejas que mantém a disciplina corretiva para seus membros. Alguns chegam a dizer que não é lícito que isso ocorra/se fosse Jesus ele não faria assim/tem que ter amor na igreja e por aí vai. Porém o que importa é que Jesus e o apóstolo Paulo foram enfáticos neste ponto, DISCIPLINA E ATÉ EXCLUSÃO da igreja (local) para aqueles que não querem viver uma vida cristã, nem muito menos abandonar o pecado público, e/ou pessoal, nocivo não só ao que o pratica como também a toda igreja local. Vamos a Bíblia e veremos como foi usado a disciplina e exclusão nos tempos em que Paulo e Jesus viveram ensinando acerca destes princípios. A Bíblia nos dá um exemplo da necessidade de disciplina / desligamento e até a exclusão da igreja local.  A exemplo (1 Coríntios 5:1-13). Nessa passagem, o Apóstolo Paulo ensina alguns motivos por trás do uso bíblico de exclusão. Uma razão é pelo testemunho de Jesus Cristo (e sua igreja) diante dos incrédulos. Quando Davi pecou com Bate-Seba, uma das consequências de seu pecado foi o nome do único Deus verdadeiro ser blasfemado pelos inimigos de Deus (2 Samuel 12:14). Um segundo motivo é que pecado é como câncer; se é permitido a existir, espalha pelo corpo de forma que um pouco de fermento faz levedar toda a massa (1 Coríntios 5:6-7). Paulo também explica que Jesus nos salvou para que possamos ser separados do pecado, para que possamos ser "sem levedura" ou livres daquilo que faz apodrecer espiritualmente (1 Coríntios 5:7-8). O desejo de Cristo para a Igreja, é que ela seja santa e irrepreensível (Efésios 5:25-27). A disciplina / desligamento ou exclusão também é para o bem a longo prazo do que está sendo disciplinado pela igreja. Paulo, em 1 Coríntios 5:5, explica que exclusão é uma forma de entregar “a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor {Jesus}.” Isso significa que de alguma forma a exclusão daquela pessoa mencionada na igreja de coríntios envolve Satanás (ou um de seus demônios) como uma ferramenta de disciplina para fisicamente trabalhar na vida do pecador para que verdadeiro arrependimento possa acontecer em seu coração. Nos tempos de Jesus Ele, o próprio Senhor Jesus ensinou aos judeus no princípio da igreja, Ele mesmo, Jesus, ensinou que se o pecador não quer se arrepender e continuar vivendo uma vida mundana, no contexto judaico não era para considerara-lo como um participante da igreja, da comunidade (local de reunião) mas sim, considera-lo como um gentio e publicano. Quem vive sem responsabilidade com Deus segundo o ensino de Jesus/ ou se preferir segundo judaísmo; é um gentio e publicano. Neste caso. Exclusão é a remoção formal de um membro de uma igreja, comunidade, sinagoga, (local de reunião) é a separação daquele membro dos demais. Mateus 18:15-20 descreve o procedimento e a autoridade da igreja para fazer isso. Essa passagem ensina que um indivíduo (geralmente a parte ofendida) é para se dirigir àquele que o ofendeu. Se ele/ela não se arrepender, então duas ou três testemunhas devem ir confirmar a situação e a recusa de arrependimento, o retorno à sensatez, às práticas cristãs sendo negado (a).  E se ainda não há arrependimento, se as práticas pecaminosas continuam, o caso deve ser levado diante da igreja. Esse processo nunca é "desejável", do mesmo modo que um pai nunca tem gosto em ter que disciplinar seus filhos. No entanto, é uma necessidade. O propósito não é de ser cruel ou demonstrar uma atitude de “sou mais santo que você”. Particularmente, é para ser feito em obediência e honra a Deus, e com o temor devido pelo bem das outras pessoas na igreja. Esta pessoa não é impedida de participar dos cultos, nem abandonada pela igreja como muitos pensam e dizem, no nosso contexto atual. Se bem que nos tempos de Jesus e de Paulo quando isso acontecia, a seriedade era tamanha que o apóstolo Paulo orienta que com os tais os irmãos não deviam ter comunhão (Tirai pois dentre vós a esse iníquo.1 Coríntios 5:13).No judaísmo , eram considerados indignos de comunhão com os judeus ( se tornavam como gentios/publicanos). Não chegamos ao extremo. Pois muitos retornam depois da disciplina e firmam-se com o senhor. Agora aqueles membros da Igreja (local) que não querem viver dentro do ambiente da Igreja caem no pecado, e na desonra à Cristo de uma vez por todas. Pois a maioria que é excluída da igreja, já o é por seu modo de viver anticristão, aí depois da exclusão só confirmam o que desejavam desde sempre. Sou pastor  Batista, não abandonei, nem vou ensinar a abandonar este modelo para igreja do Senhor.Provavelmente todos nós já fomos testemunhas do comportamento de uma criança que é permitida a fazer tudo o que quer com pouca (às vezes nenhuma) disciplina. Não é nada bonito de se ver! Nem é tal forma de paternidade, pois desgraça a criança a um futuro triste. Tal comportamento vai atrapalhar a criança de formar relacionamentos significantes e de atuar bem em qualquer tipo de ambiente, quer seja socialmente ou profissionalmente. Da mesma forma, disciplina na igreja, mesmo que não seja prazerosa ou fácil, é não só necessária, mas um ato de amor também. Além disso, é comandada por Deus. Para quem quer viver de forma contraria aos padrões cristãos, não é necessário estar vinculado a Membresia de uma igreja local. Pois como qualquer instituição tem suas regras e estatuto, a igreja local também tem seus limites e estatuto. Para se estar nela, é necessário adequar a seu estatuto que visa o bom testemunho de Cristo e de sua noiva (igreja). Caso a pessoa não aceite, ou queira dizer contrário ao que a Bíblia ensina, seja um mero visitante, não há necessidade de filiar-se como membro ou causar polêmica neste assunto. Temos quer ser adultos para este assunto. Existe muitas outras denominações que talvez não pratique mais este ensino. Se a pessoa não quer viver debaixo deste princípio, e/ ou não quer ser disciplinada quando estiver fora dos princípios cristãos, procure uma igreja (local de culto) que se adapta ao seu estilo de vida. Todos um dia compareceremos diante do tribunal de Cristo. E lá não precisaremos acusar um ou outro. Cristo nos esclarecerá.

...Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” (Romanos 14:10).

Pr. Adelcio Ferreira IBP.

Leia também os itens abaixo caso ainda reste duvidas sobre nosso sistema de culto e membresias.Depois de entender e pensar bem filie-se ao ministério. Ninguém é do ministério Batista da Provisão por obrigação.Você é livre para escolhas, é antes de ser cristão é um cidadão,Porém, é dever do cidadão , cristão compartilhar/ter compromisso diante dos estatutos de quaisquer instituição. No caso aqui a Igreja Batista da Provisão tem registro em cartório, é uma entidade reconhecida primeiro por Cristo depois em seu C.N.P.J como uma instituição e também (igreja=local de culto), por isso é por livre e espontânea vontade que um cristão se filia a ela (Igreja) para  servir a Deus em Cristo. Do manual que temos como principio em seu aritgo IV - 

2. Seus Membros A igreja, como uma entidade, é uma companhia de crentes regenerados e batizados que se associam num conceito de fé e fraternidade do Evangelho. Propriamente, a pessoa qualifica-se, para ser membro de igreja, por ser nascida de Deus e aceitar voluntariamente o batismo. Ser membro de uma igreja local, para tal pessoa, é um privilégio santo e um dever sagrado. O simples fato de arrolar-se na lista de membros de uma igreja não torna a pessoa membro do corpo de Cristo. Cuidado extremo deve ser exercido, a fim de que sejam aceitas como membros da igreja, somente as pessoas que dêem evidências positivas de regeneração verdadeira. Submissão a Cristo. Ser membro de igreja é um privilégio, dado exclusivamente a pessoas regeneradas que voluntariamente aceitam o batismo e se entregam ao discipulado fiel, segundo o preceito cristão.

Manual_Basico_Batista_Nacional

Estatuto IBP EDITADO

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Comentários

Edmilson Almeida Pedrosa em 15/09/2017 19:40:14
Perfeito pastor. Lamentavelmente muitos de seus colegas preferem se colocar como defensores da não exclusão, o que contraria a Palavra de Deus. O pr explicou muito bem o tema. Parabens.

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